Apesar do valor alto que será investido na saúde de Campo Grande, mais de R$ 70 milhões, algumas unidades vão ter de esperar para ganhar melhorias. No Centro de Saúde São Francisco, no Bairro Nova Lima, por exemplo, a espera para que o posto seja reformado ocorre há anos e, desde que foi inaugurado, no começo dos anos 1980, a estrutura é praticamente a mesma, e ainda longe do padrão usado nas unidades básicas de saúde da Capital.
De acordo com Frei Wanderley, um dos responsáveis pelo local, por dia cerca de 800 pessoas passam pela unidade e, com isso, a estrutura e os materiais enviados pela prefeitura não são suficientes. Com falta de curativos essenciais para fazer curativos em pacientes que tiveram hanseníase, ele contou que teve que organizar eventos para custear os materiais que estão em falta na unidade.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que reconhece a condição do local e admite que a situação é inapropriada para os atendimentos, mas, conforme o convênio firmado entre o município e a organização católica, o município joga para os franciscanos a responsabilidade pela manutenção do prédio.