Com renovação de 90% em relação à chapa aprovada pelos acionistas no ano passado, a Petrobras elege seu novo conselho de administração, na tarde desta quarta-feira (29), em assembleia de acionistas.
Pela primeira vez em décadas, não há ministros nem representantes da administração federal ocupando uma das sete vagas da União. Também não há militares. São dez conselheiros no total.
Na composição aprovada na chapa de 2014, estavam presentes os então ministros Guido Mantega, da Fazenda, Miriam Belchior, do Planejamento, e Márcio Zimmermann, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia até esta terça-feira (28), quando assumiu a presidência da Eletrosul.
De última hora, a União indicou três novos nomes para concorrer às vagas do conselho da Petrobras, em assembleia de acionistas que está ocorrendo na tarde desta quarta-feira (29).
Foram apresentados, subitamente, os nomes de Segen Stefen, professor da Coppe/UFRJ, Luiz Nelson Guedes e Roberto Castelo Branco.
Eles substituem, na chapa apresentada no fim de março, Sérgio Quintela, vice-presidente da FGV; Ivan de Souza Monteiro, diretor financeiro da Petrobras; e Francisco Roberto de Albuquerque, general da reserva.
Os outros nomes -Murilo Ferreira, presidente da Vale, Luciano Coutinho, presidente do BNDES; Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, e Luiz Navarro, sócio do Veirano Advogados, foram mantidos.
Coutinho é o único remanescente da chapa eleita em 2014.
Todos os nomes da União foram eleitos, uma vez que a União tem a maioria dos votos. O mandato é de um ano.
Ferreira foi eleito presidente do conselho, em substituição ao ex-ministro Guido Mantega -que havia renunciado ao cargo há um mês.