Edvaldo é pedreiro e está na atividade há 20 anos. Já coordenou mais de 120 pessoas nas obras de um grande empreendimento. Com a profissão, comprou duas casas e três veículos. Mas, com o enfraquecimento da construção civil, não estimularia ninguém a entrar na atividade.
Nayanna é fisioterapeuta dermato-funcional e está há 11 anos na área estética. O salão onde trabalha (como estabelecimentos da mesma atividade) conta com elevado movimento de clientes. “É um campo promissor”, avalia a fisioterapeuta .
Os dois profissionais estão em atividades situadas em extremos opostos nas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O setor de serviços, ao qual pertence a atividade desenvolvida por Nayanna, contabilizou, neste ano, o maior saldo na criação de empregos entre as atividades econômicas. Já a construção civil, que emprega trabalhadores como Edvaldo, despencou no desempenho das contratações.
* A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.