As portas largas abrem para um mundo de possibilidades gastronômicas e o aroma dos temperos é inspiração para aqueles que querem agradar a mãe preparando almoço de domingo. Assim é o Mercado Municipal de Campo Grande, onde o barulho dos carros que circulam no centro da cidade é abafado pelo grito dos feirantes que oferecem os produtos e pelos passos dos clientes que percorrem os corredores formados pelas barracas.
Quem entra pela Rua Sete de Setembro, encontra a peixaria onde trabalha Joselino Pinheiro. Ele é quem indica o pacu assado como opção para o dia das mães. “É só fazer um arroz e uma salada e o almoço tá pronto”. O peixe, temperado e recheado com farofa, sai da brasa direto para a mesa e vai acompanhado do pirão.
O valor pago pelo quilo é de R$ 32, 50. Geralmente, o pacu pesa entre 2kg e 2,5 kg, o suficiente para servir quatro pessoas. No início da tarde de quinta-feira (7), 40 pessoas já haviam encomendado o prato.
Fotos: Maressa Mendonça / Correio do Estado copy.jpg)
Peixaria do seu Joselino tem opções de pescado para o almoço das mães
Outra opção é o “kit paella”, uma seleção de frutos do mar, que custa R$ 17,50 e é outro atrativo em datas festivas. “Vai muito ingrediente, então as pessoas deixam para essas reuniões de família. É para no mínimo quatro pessoas”, explica Joselino. Esse kit pode ser incrementado com cebola, alho, salsinha e deve ir ao forno juntamente com o arroz.
E os camarões também têm espaço na mesa de muitos campo-grandenses na comemoração do dia das mães. Joselino explica que “as pessoas compram para fazer bobó e strogonoff”. Neste caso, é só comprar alho, suco de limão, pimenta do reino, mandioca, cebola, folha de louro, azeite de oliva, leite de coco, e cheiro verde.
Esses e outros temperos podem ser encontrados na barraca de número 100, que é do João. As dicas dele são para aqueles que querem dar um gosto especial à carne do churrasco deste domingo. “Não adianta! Sul-Mato-Grossense tem mania de temperar a carne só com sal grosso”.
Mas o “Chimichurri”, muito utilizado na Argentina e no Uruguai promete dar outro sabor ao prato, com a mistura de pimenta moída, açafrão, mostarda em pó, coentro, orégano e outras ervas. “Faz até comida de sogra ficar boa!”, brinca João.
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Barraca de temperos do João tem o chimichurri, dica para temperar o churrasco
Tem também a mistura para o vinagrete. É só acrescentar óleo de soja, vinagre ou shoyu, além de uma pedra de gelo e aguardar cinco minutos, que molho fica pronto para acompanhar o churrasco.
E por falar em acompanhamento, têm também as farofas, cujo ingrediente principal é encontrado na “banca da Anita”. São farinhas dos mais variados tipos, mas a preferida do público ainda é a cuiabana. A proprietária, que dá o nome ao quiosque, explica que é só fritar banana da terra e acrescentar o pó. “O ideal é a fina e crua, a torrada fica com gosto diferente”.
A farinha de biju de mandioca também é popular entre os clientes da Anita, que preparam o prato acrescentando bacon, ovo, e cheiro verde. “O primeiro passo é fritar a cebola na manteiga, depois os outros ingredientes”, explica.
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Muitas variedades de farinhas são encontradas, a dica é a de biju de mandioca
Para os que gostam de inovar, o biju de mandioca flocado também agrada. Com essa farinha é possível fazer uma farofa fria. É só cortar presunto, queijo, cebola e tomate em cubos e misturar. “O tomate precisa ser descascado e sem semente”, ressalta Anita, explicando que a essa farofa pode ser temperada com azeite, sal, cheiro verde e pimenta.
Doce de leite, goiabada e rapadura são opções de sobremesa que podem ser encontradas nos quiosques laterais do Mercadão Municipal. E para aqueles que querem deixar o almoço ainda mais especial, existem flores, produtos de beleza e peças de artesanato à venda.
Serviço: O Mercadão Municipal Antonio Valente fica na Travessa José Bacha, nº 61, entre a Sete de Setembro e a Anhanduí e funciona de segunda a sábado das 6h30 até ás 18h30 e aos domingos até as 12h.