A Polícia Civil de Fátima do Sul investiga suposto caso de negligência médica que teria provocado a morte de uma criança dentro do útero da mãe. Segundo a denúncia, a gestante, que já havia passado dos nove meses de gestação, peregrinou em busca de atendimento, sentindo fortes dores, e sempre foi orientada a retornar com a informação de que ainda não era o momento do bebê nascer. Até que foi surpreendida com a morte do filho, na manhã de ontem (11).
De acordo com o que consta no registro policial, feito pelo pai do bebê, de 53 anos, a gestante foi em busca de atendimento médico, no Hospital da Sias, quatro vezes. Segundo ele, a esposa estava grávida de 42 semanas e fez o devido acompanhamento médico de gestação.
A busca por um devido atendimento começou no final de semana. O marido declarou à polícia que, na terça-feira passada, a esposa fez consulta de rotina em que mostrou ao médico o ultrassom do bebê e foi informada de que ele nasceria até o final da semana.
De fato, a grávida começou a sentir dores, no sábado (9), as quais ela acredita que fossem por conta do parto. No entanto, no hospital, atendida apenas por enfermeiras, foi informada de que ainda não era a hora de a criança nascer, recebeu soro e foi liberada.
No dia seguinte, a gestante voltou a sentir dores. Mais uma vez foi para a unidade médica, passou por um teste - o qual o marido não soube especificar, e outra vez orientada a retornar para a casa.
Ainda no domingo, a paciente com fortes dores foi pela terceira vez em busca de atendimento e outro médico a medicou com soro e a liberou.
Ainda de acordo com relatos do comunicante, a gestante passou a madrugada de domingo com fortes dores e na manhã de ontem (11), às 8h, retornou ao hospital, sendo atendida por um profissional, somente, às 10h30min, quando foi examinada e recebeu a notícia de que o filho estava morto.
Revoltada e acreditando que a morte do bebê pode ter sido provocada pela negligência médica, a família denunciou o caso à polícia, que abriu inquérito para investigação.