A Prefeitura de Campo Grande não dá sinais de que vai ceder a pressão dos professores e mantém a proposta de não conceder reajuste à categoria, no entanto, propõem manter em aberto a data-base até que aumente a receita e o município tenha condições aumentar o salário.
De acordo com o secretário municipal de Educação, Wilson do Prado, prefeitura e professores da Reme Municipal de Ensino (Reme) estão em negociação desde março, mas os professores são irredutíveis.
“Hoje, a proposta da prefeitura é manter o salário como está e eles pedem 13% de recomposição do piso nacional, mas a gente não tem condições porque não pode aumentar despesa com pessoal”, explicou.
CRISE
Wilson do Prado ressaltou ainda que a perda de receita do município no decorrer deste ano é projetada em R$ 64 milhões por conta, principalmente da queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), perda de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 31 de dezembro de 2014 e decréscimo do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), que era de 23% e caiu para 12%.
“O município deseja e acha que os professores têm que receber o piso nacional. O problema é que nesse momento a gente não pode dar o que eles estão pedindo por impeditivo legal”, justificou o secretário.
Os professores se reúnem na próxima terça-feira (19) em assembleia para discutir negociação salarial.