A Prefeitura de Campo Grande vai demitir 70 funcionários comissionados na próxima semana para garantir as gratificações dos médicos da rede municipal de Saúde. A afirmação foi feita pelo superintende da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Virgílio Gonçalves, na tarde desta sexta-feira (15), durante reunião com a categoria.
A reunião foi realizada entre representantes do Ministério Público Estadual (MPE), Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Campo Grande e o Sindicato dos Médicos do Estado (Sinmed) para tratar do não cumprimento do acordo que previa o retorno da bonificação dos médicos que atuam na rede municipal de saúde.
O encontro terminou sem acordo e a categoria deve permanecer em greve, com apenas 50% dos servidores trabalhando. Uma nova reunião foi marcada para segunda-feira (18) para tentar um acordo.
No dia 8 de maio, a prefeitura e o Sinmed haviam entrado em um acordo e a expectativa dos médicos era a publicação do decretado no Diário Oficial do município até essa quinta-feira (14). Como não houve a publicação, os profissionais decidiram pelo retorno da greve.
Segundo a promotora Filomena Aparecida Depolito, as reivindicações dos médicos não se resumem a questões salariais, mas a melhoria de condições de trabalho e, devido a esta reclamação, todas as unidades de saúde estão sob investigação do MPE.
Gonçalves reafirmou que a Prefeitura está trabalhando dentro do limite da responsabilidade fiscal e que haverá o cumprimento do acordo selado com o Sinmed. “Vamos economizar mais ou gastar menos para garantir essas gratificações”, disse, sem detalhar os prazos para o pagamento.
GREVE
Os profissionais haviam entrado em greve na quarta-feira passada, dia 6, e decidiram voltar ao atendimento normal na terça-feira (12). O sindicato alega que a prefeitura não cumpriu o acordo firmado junto ao Ministério Público, que seria de retomar as gratificações que haviam sido cortadas e retomou a paralisação nesta sexta-feira (15).
Há decisão na Justiça de que os profissionais não podem entrar em greve, sob pena de multa diária de R$ 30 mil. O sindicato recorreu e solicitou a suspensão da decisão.