A procuradoria do Burundi, na África, ouviu neste sábado 17 golpistas detidos após a tentativa de golpe fracassado lançado na quarta-feira pelo general Godefroid Niyombare, que continua desaparecido, indicou o advogado de um dos militares.
Os 17 homens, entre os quais o número dois do movimento, o general Cyrille Ndayirukiye, e dois delegados de polícia, Zeno Ndabaneze e Herménégilde Nimenya, ainda não foram indiciados, de acordo com o procurador-geral, Anatole Miburo. No entanto, eles são "acusados de tentar derrubar as instituições", disse o advogado.
"Eles foram severamente espancados, particularmente Ndayirukiye", acrescentou, informando que os serviços de inteligência forçaram o general a gravar confissões públicas transmitidas pela rádio e televisão nacionais do Burundi.
Ele acrescentou que os réus estão detidos desde sexta-feira ilegalmente pelos serviços de inteligência.
O general Ndayirukiye anunciou na quinta-feira à noite à AFP o fracasso do golpe lançado contra o presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza. O comissário Zeno Ndabaneze anunciou, por sua vez, a rendição dos golpistas.