O médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, negou em depoimento nesta quarta-feira (27) que tenha participado do assassinato do garoto de 11 anos, ocorrido em abril de 2014. Acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica ele é ouvido pelo juiz Marcos Luís Agostini no fórum da Comarca de Três Passos, Rio Grande do Sul.
“Essa acusação é falsa”, afirmou Leandro Boldrini, que apontou a madrasta do menino, Graciele Ugulini, sua a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, como os autores do crime. Os três também devem ser ouvidos hoje.
"Eu fiquei sabendo da morte quando já estava preso", garantiu Leandro.
O médico e os outros acusados chegaram ao fórum por volta das 9h20 sob gritos de “assassino”. Entre os populares que estavam na frente do local, também houve choro e abraços.
Ao entrar na sala de audiência, Leandro Boldrini pediu que a imprensa não acompanhasse o depoimento, o que foi negado pelo juiz. Embora fotos sejam permitidas, é proibida a gravação de áudio dentro do recinto.
Entenda o caso
Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril de 2014. O corpo dele foi encontrado na noite do dia 14 do mesmo mês, em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos, no interior do Rio Grande do Sul, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio.
O pai, Leandro Boldrini, foi denunciado como mentor do assassinato e a madrasta, apontada como a responsável por dar uma injeção letal no garoto.
Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, admitiu que ajudou no crime e apontou o local onde a criança foi enterrada. Ela teria recebido a ajuda do irmão, Evandro, na hora de ocultar o cadáver.
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Pai de Bernardo diz que acusação de assassinato é falsa
Leandro Boldrini é acusado de homicídio triplamente qualificado
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