A Prefeitura de Campo Grande pretende fechar acordo, nesta segunda-feira (8), para escalonar reajuste de professores em greve há 16 dias consecutivos. Escolas mantém paralisação e somente assembleia da categoria, prevista para amanhã, deve concluir o processo.
Conforme o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Gonçalves, os trabalhadores só retornam ao trabalho quando houver posicionamento concreto para cumprimento de lei que equipara os salários ao piso nacional por jornada de 20 horas. O percentual cobrado é de 13,01%.
Nova negociação está prevista para às 14h, no gabinete da Secretaria Municipal de Administração (Semad). Os profissionais avaliam os termos do acordo em assembleia amanhã, a partir das 8h, na sede do sindicato.
Wilson do Prado, titular da Semad, disse ao Portal Correio do Estado que pretende chegar a um “meio termo” com a categoria, porém para escalonar o reajuste ainda depende de relatório sobre impacto financeiro. “Hoje só conversa, mas pretendemos finalizar até a tarde o estudo ou tentar outra alternativa”.
RETORNO
Professores da rede estadual, por outro lado, fecharam acordo com o governo do Estado e retornaram as salas de aula nesta segunda-feira. Eles estavam paralisados há uma semana cobrando a integralização do piso nacional, com carga horária de 20 horas, previsto em lei aprovada em 2013.
No acordo, a equiparação deve ocorrer até 2021, um ano a menos do que proposta anterior rejeitada pela Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), além da garantia de que os servidores não terão os dias de greve descontados do salário.
Dentre outros itens, o acordo contempla a abertura de negociação para antecipação da data-base dos servidores administrativos das escolas, hora-atividade referente ao ano de 2013, que deverá ser paga a partir de janeiro de 2016 e a prorrogação do concurso público do magistério, além da convocação de 500 professores em julho de 2015 e outros 500 em julho de 2016.