A crise econômica, aliada aos recentes movimentos grevistas e às dificuldade na manutenção de serviços públicos, penaliza a população da Capital. Os campo-grandenses enfrentam vários problemas em 2015, decorrentes das questões financeiras, como alunos sem aulas, redução do terceiro turno nas Unidades Básicas de Saúde, fechamento do Parque Ayrton Senna, obras paradas e ausência de investimentos.
A instabilidade se agravou a partir de abril, quando a prefeitura cortou gratificações de médicos da rede municipal de saúde, e mais ainda em maio, mês que marca data-base para discussões de reajuste salarial de diversas categorias. Alegando falta de condições financeiras para fixar porcentuais, a administração começou a lidar com movimentos grevistas em cadeia. Médicos, enfermeiros, administrativos, prestadores de serviço e professores.
Penalizada, a população tem um ano atípico na Capital. Depois de passar pela falta de atendimento na saúde, quando as unidades restringiram-se ao atendimento de urgência e emergência, agora o terceiro turno está comprometido. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) cortou médicos e reduziu os horários de atendimento do projeto criado para facilitar o acesso a médicos especialistas para quem só pode se consultar à noite.
Além disso, os cerca de 1 mil enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem da rede municipal de saúde de Campo Grande entraram em greve ontem, em reivindicação ao reajuste salarial para atingir o piso nacional, além do reajuste anual de 8,5% da inflação.
(*) A reportagem, de Lucas Junot, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.