A tranquilidade na área da saúde durou pouco, e desde ontem (20), enfermeiros e técnicos de enfermagem estão em greve, por tempo indeterminado. E assim como fizeram os médicos, categoria que permaneceu em estado de greve por 17 dias, a enfermagem adotou a operação tartaruga nos atendimentos.
Em acordo estabelecido entre a categoria, não haverá cumprimento de jornada nas unidades básicas de saúde e exames realizados por enfermeiros serão cancelados.
O argumento da decisão de paralisar os serviços, informada pela própria categoria, é a falta de diálogo com o prefeito Gilmar Olarte (PP). Segundo os profissionais, vários ofícios foram encaminhados à Secretária de Saúde do Município (Sesau), mas não houve resposta.
A categoria reivindica reajuste salarial de 8,5%, e volta dos plantões cortados pela prefeitura, como método de economia. Enfermeiros recebem R$ 2.050 de salário-base e técnicos de enfermagem ganham R$ 1,1 mil. Ambos para carga horária de 40 horas semanais
Somente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ainda há efetivo trabalhando. Mas a lentidão é comprovada já na triagem, onde os pacientes recebem avaliação da equipe de enfermagem para definir em qual classificação de risco.
Na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Coronel Antonino, um dos principais da região norte da cidade, um paciente é chamado a cada 30 minutos. Na unidade existem duas salas para realizar o procedimento, e apenas um profissional estava responsável pela função, ontem à tarde, o que causou o acumulo de pacientes na recepção do local.