A Polícia Civil apreendeu mais de nove toneladas de alimentos de origem clandestina em supermercados e estabelecimentos em ações de fiscalização somente neste ano. A última operação aconteceu entre os dias 16 e 20 de junho em Corguinho, Rochedo, Rio Negro, Aquidauana, Bataguassu, Brasilândia, Santa Rita do Pardo e distrito de Anhandui, na Capital, onde um abatedouro clandestino foi flagrado pelos policiais. Além do abate sem licença ambiental, o proprietário mantinha um açougue, onde também foram apreendidas peças de carne.
A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon) e Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).
"As ações são periódicas, como forma de fiscalização. A última ocorreu entre os dias 16 e 20 de junho e resultou na apreensão de cerca de três toneladas de alimentos entre carnes e laticínios", informou ao Portal Correio do Estado o titular da Decon, delegado Elton de Campos Galindo.
Ainda conforme o delegado, depois de recolhidos, os produtos são descartados em aterro. O estabelecimento é multado pela vigilância sanitária e, em alguns casos, interditado. Durante a última ação, nenhum comércio foi fechado.
"Na primeira ação apreendemos duas toneladas. Na segunda, três e, nesta última, mais de quatro", explicou a escrivã Sandra, da Decon, que participou das ações.
PERIGO
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alerta que consumir alimentos de origem ilícita oferece risco de toxinfecção alimentar, que pode levar à morte. Mas existem outras doenças que são transmitidas dos animais aos seres humanos, causando uma série de problemas.