Alex Arlindo Anacleto de Souza, 32 anos, acusado de matar a ex-mulher Isis Caroline da Silva Santos, 24 anos, será julgado em Ribas do Rio Pardo, município onde o corpo da vítima foi encontrado. A decisão foi dada nesta quinta-feira (25) pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete.
Isis desapareceu no dia 1º de junho e deixou duas filhas, de 3 e 6 anos, trancadas em seu apartamento, no Residencial Castelo de Mônaco, no Bairro Pioneiros. Os vizinhos acionaram o Conselho Tutelar, que deixou as crianças com os avós. A partir do ocorrido, a polícia abriu inquérito para investigar o caso.
Durante as investigações, o corpo de Isis foi localizado na cidade de Ribas do Rio Pardo, no dia 6 de junho. O suspeito disse à polícia que passou na casa da vítima e os dois foram conversar. Alex disse que os dois beberam e que ele a matou depois de uma discussão por ciúmes.
Após conclusão do inquérito policial, o Ministério Público pediu a remessa dos autos para a Comarca de Ribas.
O juiz edxplicou que, embora a vítima tenha desaparecido em Campo Grande, seu corpo foi localizado na cidade de Ribas do Rio Pardo e que, em seu interrogatório, afirmou que afogou a vítima no riacho localizado próximo da rodovia, após a saída da cidade de Ribas do Rio Pardo.
Dessa forma, declarou incompetência do juízo da Capital processar o feito, já que o Código de Processo Civil estabelece que a ação criminal deve tramitar no local onde o crime foi consumado e determinou a remessa para o município de Ribas do Rio Pardo.
Sendo assim, de acordo com o art. 70 do Código de Processo Civil, que estabelece que a ação criminal deve tramitar no local em que tiver sido consumado o crime, o magistrado declarou a incompetência do juízo da Capital para processar o feito, determinando sua remessa para a comarca onde os fatos ocorreram.