O aumento de quase 90% da população de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção é motivo de comemoração no Brasil.
Apesar do crescimento, as espécies ainda precisam superar a pesca, a poluição e os predadores naturais para chegar à vida adulta.
Na Praia do Forte, no litoral Norte baiano, os animais vêm sendo monitorados e estudados pelo Projeto Tamar há 35 anos, em uma faixa de 1100 quilômetros da costa.
É trabalho vitorioso de conservação das pré-históricas tartarugas marinhas: nos últimos cinco anos, a população destes animais, nascidos em ninhos protegidos, cresceu 85% em relação aos cinco anos anteriores.
Ao todo, 22 milhões de filhotes de tartaruga já nasceram em praias brasileiras, graças aos esforços do Tamar. Parece muito, mas de cada 1000 filhotes que saem dos ovos, apenas um ou dois sobrevivem aos predadores e chegam à idade adulta.
Em 1980, quando o projeto Tamar começou as atividades, o consumo da carne era a principal ameaça para as cinco espécies de tartaruga marinhas encontradas no litoral do Brasil. Hoje ainda há risco de extinção por causa de matanças provocadas por anzóis, redes de pesca e poluição no mar.