O mandato do prefeito de Guia Lopes da Laguna Jácomo Dagostin (PMDB) foi cassado durante sessão de julgamento da Comissão Processante realizada nesta quinta-feira (2), em que ele foi acusado de infração político-administrativa. A defesa aguarda a publicação do decreto de cassação para se manifestar.
“A principal falta foi em relação a omissão e negligência em todo esse caso do ex-secretário. Ele foi diretamente beneficiado com o sistema”, detalhou o vereador Ademir Souza de Almeida (DEM).
O ex-secretário a que ele se refere é Edivaldo Soares Pereira, afastado do cargo depois de ter sido indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de fraudes a licitações, lavagem de dinheiro, peculato e posse ilegal de munição de uso permitido.
Conforme as informações do advogado José Valeriano Fontoura, os vereadores acusam Dagostin de ter cometido infração político-administrativa e ter sido negligente em relação a apuração de crimes, mas ele alega que não houve omissão. “O prefeito exonerou ele do cargo e instaurou procedimento administrativo”, justificou o advogado.
Valeriano afirma que não foi chamado para participar da sessão de julgamento, que contou com a participação de seis vereadores. “Como a base de oposição é a maioria, com seis vereadores, acham que podem cassar a bel prazer”, declarou o advogando, reafirmando que a cassação só vale depois da publicação do decreto legislativo. “Estou esperando a documentação. Ainda não é um fato determinado”, pontuou.
Os vereadores que votaram a favor da cassação foram Rodrigo de Arruda (PMDB), Sérgio Soares Fragoso (PP), Gilberto Ferreira de Souza (PT), Cleonete Martins Moreno (DEM), Marlon Crispim Barbosa (DEM) e Assis Francisco Barbosa, que votou no lugar do vereador Ademir Souza de Almeida (DEM).
“Não cabe recurso quanto a decisão da Câmara, mas eles vão atacar o procedimento”, analisou Almeida.