Ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, e governador Reinaldo Azambuja (PSDB), defenderam em reunião nesta quarta-feira (8), a estruturação na educação, pelo viés técnico, a diversificação produtiva e uma industrialização pautada em inovação, ciência e tecnologia. A logística também ganhou destaque nesse processo, que é o grande gargalo hoje para que a regão Centro-Oeste se torne ainda mais competitiva.
“É um projeto de Estado e não de Governo, em que o Movimento Brasil Central pode mostrar ao restante do País como resolver os problemas de produtividade e operar na vanguarda”, ressaltou o ministro Roberto Mangabeira.
De acordo com o ministro, a estruturação de rodovias, ferrovias, caminhos vicinais, corredores bioceânicos e aviação regional são alguns dos pontos de investimento para que alavancar o desenvolvimento na região.
O governador Azambuja disse que já foram entregues à equipe do ministro as prioridades do Governo Estadual de 2015 a 2019 e, entre elas estão reforçar parcerias com sistema 'S”, valorizar o cooperativismo e incorporar uma indústria transformadora.
Reinaldo garantiu ainda que esta é uma oportunidade de tratar questões essenciais aos estados de forma integrada e a questão passa pela definição de qual das rotas bioceânicas seria adotada. Isso porque hoje existem dois traçados: um passando por Mato Grosso, Acre e Peru e outro por Mato Grosso do Sul, Paraguai e Chile.
Quanto as ferrovias, segundo o governador, ainda se define o modelo de concessão que seja mais barato e competitivo.
As próximas reuniões do Brasil Central acontecem em agosto no Mato Grosso, setembro em Tocantins, outubro em Mato Grosso do Sul e novembro no Distrito Federal.
BRASIL CENTRAL
Movimento Brasil Central é um grupo composto pelos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Tocantis.
Criada na última sexta-feira (3), a iniciativa pretende alavancar a cooperação e financiamento mútuos em torno de uma política de desenvolvimento intermediada pela Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). A agenda comum do bloco visa investir em áreas competitivas como agropecuária, industrialização, logísticas e educação.