Cidades

na bolívia

Papa homenageará jesuíta assassinado durante a ditadura

Fim de semana, pontífice estará no Paraguai

Redação

08/07/2015 - 15h10
Notícia sem imagem

Ao desembarcar na tarde desta quarta-feira (8) no aeroporto de El Alto (grande La Paz), o papa Francisco homenageará o colega jesuíta Luis "Lucho" Espinal, assassinado em março de 1980, durante o tumultuado período de regimes militares na Bolívia.

A comitiva fará uma breve parada em uma avenida perto do local onde Espinal foi morto. Ali, Francisco deve abençoar uma cruz em homenagem ao religioso.

Misturado à multidão, estará ali também o sociólogo Xavier Albó, 80, padre jesuíta e catalão como Espinal.

Amigos, os dois chegaram à Bolívia na condição de missionários da Companhia de Jesus. Aos poucos, inspirados pela Teologia da Libertação, se envolveram com movimentos indígenas no anos 1960 e 1970, confrontando os sucessivos governos militares.

"Luis Espinal foi um mártir, um companheiro, muito, muito amigo meu. Quando penso em como tenho de ser cristão, sempre imagino o que ele faria", afirma Albó, em conversa por telefone com a reportagem.

Para o religioso, Espinal morreu no mesmo contexto que o bispo salvadorenho dom Óscar Romero, assassinado por um militar enquanto celebrava uma missa em 24 de março de 1980 -dois dias depois do padre jesuíta.

Em fevereiro, o papa Francisco aprovou a beatificação de dom Romero, declarando-o como mártir. Albó defende que Espinal receba o mesmo reconhecimento.

"Para a surpresa dos militares, 80 mil pessoas foram ao cemitério se despedir de Lucho. Isso o une a dom Romero como parte das reivindicações de tantos e tantos mártires dos anos 1970 e 1980 em toda a América Latina", disse Albó.

Ligado ao cinema e à comunicação, Espinal se envolveu com publicações de esquerda, principalmente o semanário "Aquí". Em dezembro de 1977, junto com Albó e lideranças mineiras, participou de uma ampla greve de fome de três semanas, que contribuiu para a queda do ditador Hugo Banzer (1971-78). O fim do período militar se daria apenas em 1982.

Na noite de 22 de março de 1980, Espinal foi sequestrado quando saía do cinema. Levado a um matadouro de animais, foi torturado e assassinado. Seu corpo foi encontrado em um caminho de terra. Tinha 48 anos.

A sua frase mais citada é esta: "Uma religião que não tem a valentia de falar em favor do homem tampouco tem o direito de falar de Deus".

Oportunidade de Emprego

Prefeitura abre seleção sem prova com salário de R$ 2,5 mil em Campo Grande

Inscrições gratuitas começam na segunda-feira (9); seleção exige formação em Magistério ou Normal Médio e será feita por análise de títulos.

06/11/2026 19h32

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9).

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9). Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Previdência Social

INSS muda auxílio-doença e dá 10 dias para nova análise em MS

Nova regra já está em vigor e permite que segurados que tiveram o benefício negado pela análise de documentos apresentem novos laudos antes de recorrer

06/11/2026 18h31

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias.

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias. Foto: Agência Brasil

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).