As empreiteiras investigadas pela Operação Lama Asfáltica, deflagrada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal, têm contratos ativos com a prefeitura de Campo Grande. A informação foi confirmada pelo secretário de Obras da Capital, Valtemir Brito.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), a prefeitura acredita que a operação não causará impactos nas obras em andamento na cidade. Até agora, as investidas da operação são feita em prédio e casa de servidores do Governo do Estado.
"As empresas têm contratos de prestação de serviço com a prefeitura, mas ainda não temos informação do que está sendo investigado", disse Valtemir.
As empresas citadas são de propriedade do empresário João Krampe Amorim, como a Proteco, e de parentes, caso de Luciano Dolzan, genro de Amorim e dono da LD Construções.
OPERAÇÃO
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2013 e apontaram existência de esquema de superfaturamento de obras “mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”. A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana.
Ainda conforme a investigação, foram identificadas “vultuosas doações” de campanhas à candidatura de um dos principais envolvidos. Segundo apurou a reportagem, trata-se do ex-diretor da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul), Edson Giroto. A casa dele, inclusive, é um dos alvos dos 19 mandados de busca e apreensão.
MILIONÁRIO
Por meio das publicações no Diário Oficial do Estado, de 2011 até o fim do ano passado, a Proteco venceu concorrências para pavimentar estradas ou restaurar asfalto que superam, com sobra, a casa dos R$ 200 milhões.
O empreiteiro não lucra somente com construções do governo, a Proteco mantém contratos milionários com prefeituras também, Campo Grande uma delas, em torno R$ 30 milhões em obras recentes, segundo informou um construtor que atua no mercado sul-mato-grossense.
Em março desse ano, o juiz da 9ª Vara Cível de Campo Grande, Maurício Petrauski. mandou o empresário devolver R$ 20 milhões em razão da falência do Banco Rural.
A ação de execução do título extrajudicial foi ajuizada no dia 23 de fevereiro pelos advogados do banco mandou a Proteco, ou seu proprietário, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, avalista do empréstimo, honrar a dívida em até três dias depois da citação.