O Paraguai se "vestiu" de azul, vermelho e branco para receber o papa Francisco e, junto com ele, turistas de toda a América do Sul, incluindo o Brasil.
Os campo-grandenses foram muito bem recebidos pelos vizinhos, porém, a moeda oficial do país causou alguns transtornos.
Com dificuldade em trocar real por Guarani no Brasil, moeda oficial do Paraguai, os peregrinos trouxeram, além de reais, dólares para usar na viagem.
Logo na primeira parada, os romeiros sul-mato-grossenses foram surpreendidos ao serem informados que não era aceito nem o real e nem o dólar.
Já em Caacupe, vendedores ambulantes ofereciam de comida a camisetas e souvenirs, e aí o problema passou a ser outro.
Uma chipa, comida mais vendida durante o evento, custava R$ 2, enquanto as camisetas estavam divergindo de preço na hora de fazer o câmbio do guarani para o real. O mesmo vendedor cobrava hora R$ 30 e depois R$ 50 pela mesma camiseta.
Já em Assunção, também houveram divergências de preço. Um restaurante convertia R$ 1 em 1,6 mil guarani, enquanto outros cobravam 2,5 mil guarani pelos mesmo real.
Afastado o problema de câmbio, os preços são compatíveis e não superfaturados. Com R$ 30 é possível fazer uma boa refeição e ser bem atendido. Os vizinhos paraguaios são bem receptivos com os brasileiros e fazem o possível para entender o "portunhol".
Apesar do movimento intenso de turistas e moradores locais, o espaço foi bem organizado, com ônibus sendo proibidos de permanecer nos locais próximos aos eventos com o papa, havendo escolta policial para garantir que o condutor apenas deixe e busque fiéis.
Além disso, há policiamento em todo o trânsito para evitar engarrafamentos e ajudar o trânsito de pedestres.
Apesar de domingo (13) ser o último dia da visita do papa Francisco no Paraguai, fica o alerta para os sul-mato-grossenses acostumados a ir ao país vizinho apenas para compras: dólar e real, por garantia, só na fronteira.