O Consórcio Solurb, cujas empresas associadas são alvo da “Lama Asfáltica”, operação que investiga fraude em licitações, deflagrada semana passada pela Polícia Federal (PF), Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal (RF), enfrenta questionamentos e desconfiança já há algum tempo em Campo Grande.
Desde outubro de 2012, pouco mais de dois anos atrás, o contrato entre a prefeitura de Campo Grande e concessionária da coleta do lixo, superou o dobro do valor pactuado. O serviço, que inicialmente custaria cerca de R$ 4,3 milhões mensais, hoje consome R$ 9 milhões por mês.
Em dezembro do ano passado, relatório preparado pela diretoria de engenharia, arquitetura e meio ambiente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul reprovou o já polêmico procedimento licitatório e a formalização contratual da concorrência vencida pelo consórcio Solurb, responsável pela coleta de lixo e limpeza urbana em Campo Grande desde de outubro de 2012.
A reportagem de Lucas Junot está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.