Cidades

área invadida

Prefeitura e Estado planejam desocupação de área invadida

Meta é encontrar local para abrigar famílias até uma solução definitiva

Redação

14/07/2015 - 18h58

Prefeitura e Estado planejam estratégia para desocupar área invadida por famílias em local denominado “Cidade de Deus”. A ideia é encontrar local para abrigar essas pessoas até uma solução definitiva do problema, pois o local trata-se de área verde do município.

Participaram da reunião o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Sílvio Maluf, representantes do Ministério Público, da Procuradoria Geral do Município de Campo Grande, da Guarda Municipal, da Secretaria de Estado de Habitação e da Polícia Militar, para discutir estratégias para a desocupação da Cidade de Deus.

Durante a reunião realizada no gabinete da Sejusp, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, o secretário de Governo de Campo Grande, Paulo Matos, propôs aos presentes a realização de um levantamento detalhado, através do cadastramento de todos os moradores, para então traçar as estratégias para a desocupação.

Ilídia Miglioli Sokoloski, adjunta da Secretaria de Estado de Habitação, destacou que durante todo o processo, inclusive de cadastramento, é preciso levar em consideração a parte social. “Sabemos que no local há muitas pessoas que possuem moradias, porém, é necessário que o município organize um local para abrigar essas pessoas, mesmo que seja provisoriamente até a solução definitiva do problema”, disse.

O secretário Sílvio Maluf afirmou a importância da negociação com as famílias, para que a desocupação seja feita de forma pacífica. “Daqui a 30 dias iremos nos reunir novamente e a partir desse levantamento que a prefeitura irá realizar, traçaremos as estratégias para a desocupação, mas acreditamos que em havendo um local apropriado, as famílias irão se mudar de forma pacífica”, finalizou.

INVASÃO

Considerado área verde do município, o local foi invadido no final do ano de 2013, logo após a prefeitura realizar a retirada de 300 famílias, que foram inseridas em programas habitacionais do Governo do Estado, Governo Federal e município, e beneficiadas com moradias. “Hoje existem no local cerca de 400 famílias, que juntas somam mais de 1.200 pessoas, porém, pelo menos metade delas já possuem moradias ou já foram beneficiadas com programas habitacionais”, explica o procurador Geral do Município, Fábio Leandro.

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