A polêmica em torno do Castelinho, um prédio histórico de Ponta Porã, chega ao fim. O Governo do Estado vai restaurar a estrutura usada como base do Governo Federal na década de 40 e estava abandonada. Com o mato tomando conta do lugar , facilitando o aparecimento de animais peçonhentos e servindo de abrigo para vândalos.
O problema já se arrastava desde 2013 quando o Ministério Público, diante das inúmeras reclamações da população, instaurou um inquérito civil para apurar de quem era a responsabilidade sobre o prédio, já tombado pelo Município e também pelo Estado em 2008. Na época até chegou a ser feito, pela Fundação de Turismo e Fundação de Cultura, um Plano de Trabalho que acabou não sendo realizado por falta de recursos.
O acordo com a prefeitura de Ponta Porã, assinado essa semana, prevê de imediato o escoramento e a colocação de tapumes no local pela Agesul, Prefeitura de Ponta Porã e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a limpeza e manutenção sob a responsabilidade Agesul. Até julho de 2016 a Sectei e a Fundação de Cultura devem dar início ao processo de restauração do prédio.
CASTELINHO
É palco importante da cultura e da história de Ponta Porã e de Mato Grosso do Sul. Foi projetado na década de 1920 para ser utilizado como base governamental na fronteira e sua construção durou quatro anos (1926 a 1930). Foi erguido próximo à antiga estação Noroeste do Brasil com recursos federais e contribuições sólidas da Companhia Matte Larangeira.
Entre os anos de 1943 e 1946 o prédio serviu de sede do governo do Território de Ponta Porã, criado no governo do então Presidente Getúlio Vargas quando o mesmo instituiu a política de Território Federal no Brasil, sendo o governador o militar Ramiro Noronha.
No fim dos anos 1940 o local passou a abrigar a cadeia pública e por décadas seguidas quartel do 4ª Companhia Independente da Polícia Militar. Já no final da década de 1990 a corporação foi transferida e instalada em novo prédio em Ponta Porã. Desde então o Castelinho ficou sem função.