Em meio a grande crise na saúde pública com Unidades de Pronto Atendimentos (UPA) lotadas, com má estrutura e farmácias de postos de saúde desfalcadas apresentando falta de remédios, 255 médicos pediram demissão na Prefeitura de Campo Grande, desde janeiro até a última sexta-feira (17). Entre esse número de médicos, estão os que pediram exoneração e também os convocados.
Conforme dados fornecidos pela assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), 1,2 mil médicos atuam na rede municipal de saúde, sendo que 34 médicos concursados pediram exoneração e 221 convocados exigiram a revogação de contrato, totalizando 255. Sem contar três profissionais contratados que foram demitidos pela Prefeitura e um que veio a óbito.
De acordo com o Presidente do Sindicato dos Médicos, Valdir Siroma, “é um número significativo dos médicos que não renovaram os contratos da prefeitura, primeiro foi por causa das condições de trabalho com infraestrutura precária. Segundo foi a insegurança que hoje temos nas unidades de saúde”, disse.