O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Campo Grande atingiu, em julho, o pior patamar da história, de 84,5 pontos, conforme pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A escala vai de 0 a 200, sendo que 100 demarca a fronteira entre a avaliação de insatisfação e de satisfação dos empresários do comércio: abaixo de 100 pontos diz respeito à situação de pessimismo enquanto acima de 100 encontra-se a situação de otimismo.
Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), Edison Araújo, as expectativas se retraíram e, com isso, “o empresário está mais cauteloso quanto à ampliação de seus quadros”, pontuou.
Para 64% dos entrevistados, as condições da economia brasileira pioraram muito. Outros 31,6% afirmaram que a situação piorou um pouco. Apenas 4,5% acreditaram ter havido alguma melhora.
DEMISSÕES
Para os empresários ouvidos na pesquisa, a expectativa é que haja demissões no setor. 51,1%, afirmaram que vão reduzir um pouco o quadro, enquanto que 14,5% informaram que vão demitir muitos funcionários. Por outro lado, 28% disseram que podem aumentar um pouco o número de colaboradores e outros 6,4% podem contratar muito.
PEQUENAS
Um dado interessante é que dentre os empresários que vão contratar, a maioria é de estabelecimento com até 50 empregados. Para este grupo, o índice é de 80,9. Já em relação ao dono de empresa com mais de 50 funcionários, o índice ficou em 54,5, pois o cenário é de que haja demissões.
PESQUISA
A coleta dos dados é realizada sempre nos últimos dez dias do mês imediatamente
anterior ao da divulgação da pesquisa. Foram feitas entrevistas em 185 empresas, com índice de confiança de 95%.