Em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), publicada no início da noite de ontem (19), o prefeito Gilmar Olarte (PP) exonerou a engenheira Renilda Ota Miyasato, ex-funcionária da Proteco Construções e que desde dezembro do ano passado atuava na diretoria de contratos da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seinthra).
A influência de Renilda na pasta e posteriormente na relação com empreiteiras investigadas na Operação Lama Asfáltica foi denunciada pelo Correio do Estado no fim do mês passado.
A engenheira analisava todos os vínculos entre as empreiteiras e a prefeitura para ações de manutenção como a Operação Tapa-Buracos (que consome em torno de R$ 150 milhões por ano) e outras obras públicas.
Em 16 de dezembro do ano passado, já nos primeiros dias de atuação de Renilda em sua nova função, a Polícia Federal interceptou o seguinte diálogo entre ela e Elza Cristina dos Santos Amaral, secretária, sócia (supostamente laranja) e tesoureira de João Amorim. Na ocasião Elza ela cita Rômulo Tadeu Menossi, chefe da Proteco, e fala sobre uma margem de 10% em um contrato. Esta margem, no entanto, seria a “da dor”, e ela ainda veria a “do amor”, em que haveria possivelmente, mais folga para sobrepreços e superfaturamentos.