A Prefeitura de Campo Grande não formalizou a proposta de reajuste aos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) e a greve continua. Uma assembleia foi realizada pela categoria na tarde desta quinta-feira (20) para debater o pagamento do reajuste de 13,01% parcelado em dez vezes, mas o documento não foi entregue.
Inicialmente, a assembleia, que estava marcada para as 14h, foi adiada em uma hora porque os professores esperavam pela assinatura do documento com esta proposta, porém, o advogado que representa o Sindicato Campo-Grande dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Ronaldo de Souza, disse ao Portal Correio do Estado que não há proposta concreta e que o impasse será decidido pela Justiça.
Em reunião realizada na noite de quarta-feira (19), ficou decidido que uma petição conjunta entre a ACP e a prefeitura para solicitar à Justiça que os processos de ambas as partes que estão tramitando sejam mais rápidos. O objetivo disso é que com o fim dos processos judiciais, a categoria e a prefeitura possam negociar de forma mais efetiva.
Conforme Ronaldo, a prefeitura sinalizou que se a Justiça decidir a favor dos professores, o reajuste será pago parcelado em 10 vezes.
A greve, que já passou dos dois meses, tem números distintos de paralisação. Por um lado, a prefeitura diz que apenas 4 escolas têm as atividades parcialmente em funcionamento. De outro, os grevistas afirmam que há quase 10 escolas paralisadas.