Após ameaçar arrancar a cabeça da presidente Dilma Rousseff, o advogado Matheus Sathler será alvo de uma investigação da Polícia Federal, por determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, proferida nesta terça-feira (1º).
Na segunda-feira, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, enviou vários requerimentos referentes ao caso à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça, ao Ministério Público Federal e à Ordem dos Advogados.
Em um vídeo publicado em 25 de março, Sathler, que foi candidato do PSDB a deputado federal pelo Distrito Federal em 2014, diz que atacará a presidente caso ela não renuncie, fuja do Brasil ou se suicide até o dia 7 de setembro, que marca a Independência do Brasil.
“Caso contrário, o sangue vai rolar. E não de inocentes. E vamos fazer um memorial na Praça dos Três Poderes: um poste de cabeça pra baixo. Com a foice e o martelo, nós vamos arrancar sua cabeça e fazer um memorial”, afirma o advogado na gravação.
Paulo Pimenta queria que o advogado explicasse à PF as ameaças feitas à Dilma e também solicitou que o Gabinete de Segurança Institucional reforce a segurança da presidente no dia 7 de setembro. Ao MPF, o deputado pede que seja apurado se o advogado praticou incitação ao crime, enquanto à OAB foi requerida a instauração de um processo disciplinar.
Na OAB-DF já existem dois processos disciplinares contra Sathler, que correm em segredo de Justiça.
Essa não é a primeiro vídeo polêmico do advogado. Em julho do ano passado ele gravou um discurso no qual defende, em oposição ao chamado “kit gay”, a criação dos kits “macho” e “fêmea” para “defender” as crianças, já que, para ele, “prevenir o homossexualismo é melhor do que remediar”.