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FHC diz que saída de Dilma não basta e defende "novo bloco de poder"

FHC diz que saída de Dilma não basta e defende "novo bloco de poder"

Redação

06/09/2015 - 20h00
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Em artigo publicado neste domingo (6), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que a crise atual é tão grave que sua solução não está somente na "remoção do obstáculo mais visível a um reordenamento político", a presidente Dilma Rousseff (PT), mas na formação de "um novo bloco de poder que tenha força suficiente para reconstruir o Estado Brasileiro".

O texto de FHC foi publicado nos jornais "O Globo", "O Estado de S. Paulo" e no "El País". Nele, o tucano diz que o novo bloco de poder não dependeria apenas da união de diversas legendas, mas de um pacto com o empresariado, sociedade e entidades civis.

"Bloco de poder não é um partido, nem mesmo um conjunto deles, é algo que engloba, além dos partidos, os produtores, os consumidores, os empresários e os assalariados, e que se apoia também nos importantes segmentos burocráticos do Estado, civis e militares", escreveu.

O ex-presidente escreveu sobre o assunto num momento em que as articulações pelo impeachment de Dilma ganharam novo fôlego no Congresso e o vice-presidente, Michel Temer, tem se afastado da petista no Planalto.

FHC faz questão de ressaltar que não se trata "de um golpe". "Dele não se cogita, porque inaceitável", afirma. O tucano diz que é preciso um "reconhecimento explícito da situação pré-falimentar em que nos encontramos". "Disto se trata agora: o país quebrou, a economia vem sendo arrastada para o fundo do poço e a desilusão da sociedade só faz aumentar."

O tucano voltou a explicar o texto em que apontou a renúncia de Dilma como um dos caminhos para a solução da crise. "Por que me referi à renúncia? Porque, no fundo, é este o grito parado no ar. Não foi a única alternativa que coloquei, mas foi a que, subconscientemente, à maioria dos que me leram pareceu ser a solução mais simples e menos custosa para sairmos do impasse", disse.

Ele afirma que foi criticado por diversos setores após a fala, argumenta que a renúncia não parece a saída mais provável "dada a personalidade de quem teria de fazer o gesto de grandeza".

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