O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul (Sinepe-MS) fará uma reunião na próxima terça-feira (6) para iniciar a discussão sobre o percentual que deve ser aplicado para o reajuste nas 285 escolas particulares do Estado.
Em outros anos, no começo de setembro o percentual já era discutido e definido, mas devido à realidade econômica do país esse tema foi adiado. Os recentes aumentos de tributos, mudanças no Plano Nacional de Educação e as incertezas de gastos para o próximo ano irão exigir que as escolas particulares de MS discutam mais para definir como será feito o aumento das mensalidades.
"Precisamos discutir e definir muito bem, porque o reajuste é feito só uma vez por ano. Enquanto isso, os custos podem aumentar mais de uma vez. Há muitas incertezas rondando para o próximo ano e será preciso muita análise para que possamos oferecer um atendimento de qualidade. Será um ano que teremos que ter muita cautela", explicou a presidente do Sinepe-MS, Maria da Glória Paim Barcellos.
Para orientar as escolas particulares do Estado, desde a educação básica até o superior, o sindicato promoverá um encontro com o economista e assessor da Federação dos Estabelecimentos de Ensino de Minas Gerais, Henrique Pinto.
Barcellos disse que neste ano as escolas particulares sofreram vários altos e baixos, mas não soube quantificar se houve fechamentos e como está a inadimplência em Mato Grosso do Sul. Contudo, ela reconheceu que as instituições enfrentam uma série de dificuldades. "Este ano foi totalmente atípico.Uma parcela significativa de pais que tem alunos nas escolas (privadas) são servidores públicos e com a instabilidade política tivemos uma série de problemas."