Cidades

Campo Grande

Trabalhadores da Solurb suspendem coleta de lixo

Serviço foi paralisado às 19h desta quarta e não há previsão para ser retomado

Funcionários da concessionária de coleta de lixo de Campo Grande, a CG Solurb, paralisaram novamente a coleta de lixo na Capital às 19h desta quarta-feira (7), por falta de pagamento.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de Mato Grosso do Sul (Steac-MS), Wilson Gomes da Costa, disse ao Portal Correio do Estado que o ticket alimentação dos 1.080 funcionários, que deveria ter sido pago no dia 1º de outubro, ainda não foi depositado, assim como o pagamento, que deveria estar em conta nesta quarta-feira.

Conforme Costa, no dia 1°, a CG Solurb pediu ao sindicato que conversasse com os trabalhadores para que aguardassem até o 5º útil que o ticket seria pago junto ao salário. Porém, por volta das 17h30 de hoje, a Solurb informou ao sindicato que não teria condições de fazer o pagamento, nem do benefício, nem do vale alimentação.

DEPÓSITO JUDICIAL

A prefeitura enviou nota no começo da noite desta quarta-feira (7) após o anúncio da paralisação.

"Diante de mais um anúncio de greve por parte dos trabalhadores da empresa CG Solurb, em razão do não cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa, a prefeitura de Campo Grande informa que se dispõe a depositar judicialmente o valor do pagamento dos funcionários, da mesma forma como o fez no mês de setembro, quando depositou R$1.568.800,00, de modo a evitar que trabalhadores e a população sejam prejudicados."

O pedido de autorização para o depósito será feito no primeiro horário desta quinta-feira (8), informou o governo, via assessoria de imprensa. "No primeiro horário será encaminhado à Justiça, por meio da Procuradoria Jurídica, o pedido de autorização para o referido depósito e também que este valor seja descontado do montante bloqueado das contas da prefeitura (R$ 19 milhões)."

Segundo o governo municipal, a CG Solurb ainda não apresentou todas as notas fiscais dos serviços prestados para que houvesse aferição e pagamento. Na nota enviada à imprensa, a prefeitura declarou que desde 19 de março do ano passado já foram pagos mais de R$ 145,4 milhões, o que daria um repasse mensal de R$ 7,5 milhões. "Valor este muito maior do que o estabelecido inicialmente no contrato, de cerca de R$ 4,5 milhões ao mês", registrou o governo.

*Atualizada às 20h25.

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