Há 9 dias em greve, os bancários não têm previsão de quando voltam a trabalhar. A informação é do presidente do sindicato, Edvaldo Barros. Enquanto isso, as casas lotéricas têm aumento na demanda e o temor é tanto que o sindicato da categoria não fala sobre o assunto.
Segundo o presidente do sindicato dos bancários, os trabalhadores receberam uma proposta de reajuste salarial de 5,5%, menos da metade do exigido, que é 16%. Diante da recusa, eles enviaram um ofício ao Governo pedindo uma nova proposta, mas até o momento não houve negociação entre as partes.
Barros afirmou, ainda, que para os bancos voltarem a funcionar, os funcionários exigem um reajuste mínimo que reponha a inflação, já que o setor é lucrativo e existe condições de um reajuste maior.
Nesta quarta-feira (14), das 170 agências, 141 estão fechadas em Campo Grande e região.
Diante a falta de serviços nos bancos, a saída para quem precisa do serviço são as lotéricas. O número de atendimentos cresceu, e segundo o Sindicato dos Agentes Lotéricos do Estado (Sinal), a demanda maior traz insegurança e medo para os trabalhadores, já que o risco de assaltos é maior.
O temor é tanto que apenas um atendente do sindicato falou com a reportagem e afirmou que nenhum representante do sindicato poderia falar com a reportagem diante do medo vivido pelos donos de lotéricas em razão do fluxo maior de clientes e consequentemente de dinheiro.