Universitários estão com medo de perder o Financiamento Estudantil (Fies) em decorrência da greve dos bancários. Isso porque o registro do pagamento que garante a renovação automática do benefício não foi computado e para resolver a questão eles precisam conversar com os funcionários das agências. O problema é que há 15 dias os atendimentos estão suspensos e o prazo para dar continuidade ao contrato termina no dia 31 deste mês.
Eliane Duarte, de 22 anos, é uma das estudantes preocupadas com a situação. "Liguei no Ministério da Educação (MEC) para resolver e eles disseram para ir no banco. Mas como eu vou se não está funcionando?", diz.
Caio Vinícius, 23, contou que está com o mesmo problema porque precisa fazer a negociação de um boleto em atraso, mas não têm funcionários disponíveis para atendê-lo. "Tenho que resolver no banco, mas o banco está em greve".
SEM DATA
E a paralisação não tem data para terminar, conforme informação do presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região de Mato Grosso do Sul (SEEB-MS), Edvaldo Barros. "retomaram a negociação hoje (20), mas ainda não há nova proposta".
A categoria pede reajuste salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação, além de outros benefícios, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) prevê 5,5% de reajuste com R$ 2.500 de abono fixo.
Nesta terça-feira, a categoria participou de manifestação em frente ao Banco do Brasil da Afonso Pena com a rua 13 de maio. Ao todo, 143, das 170 agências de Campo Grande e região aderiram à greve.
ORIENTAÇÃO
Algumas pessoas procuraram a Superintendência de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) para reclamarem da greve dos bancários, conforme informação da titular do órgão, Rosimeire Cecília da Costa. "A maioria das reclamações são de pessoas que não conseguiram sacar porque não tem cartão ou que não conseguiram pagar algum boleto".
Rosimeire disse que eles foram orientados a entrarem em contato com os fornecedores para solicitar a emissão de boletos em valores menores que pudessem ser pagos em lotéricas ou nos Correios. Como essas pessoas não retornaram ao Procon, ela acredita que os casos tenham sido resolvidos com diálogo.
Para resolver o caso de uma idosa que não conseguiu sacar sem o cartão, o Procon entrou em contato com o banco que, acabou atendendo a cliente.