A Comissão Processante da Câmara Municipal de Campo Grande, contra o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP), tem prazo de 28 dias para concluir relatório. Este deve ter incluso dados de cheques utilizados em suposto esquema de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. O material faz parte de compartilhamento de informações com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
Mesmo que esteja afastado por via judicial desde agosto, Olarte deve agora enfrentar o parecer político. A investigação, neste caso, também considera o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e nomeação de servidores fantasmas.
Vereador e presidente da comissão, João Rocha (PSDB) relembrou que o prefeito afastado já apresentou sua defesa e não indicou testemunhas a serem ouvidas. O relatório final dos trabalhos, a cargo de Paulo Siufi (PMDB), consiste na última etapa antes de votação que confirmará ou não o afastamento de Olarte, assim como em última instância se ele será cassado.
“Nosso prazo encerra em 15 de novembro e estamos tendo cuidado para não deixar nenhuma brecha jurídica. Depois de entregue o relatório, caberá ao plenário fazer o julgamento político”, pontuou João Rocha.