Diante de todos os impasses entre a Prefeitura de Campo Grande e a concessionária CG Solurb, que já foram parar até na Justiça, o prefeito Alcides Bernal (PP) avaliou a situação, nesta quinta-feira (22), como intrigante. Segundo ele, diante de questionamento sobre possibilidade de rompimento de contrato, a possibilidade, pelo menos por enquanto, não existe.
Durante agenda pública nesta manhã, Bernal afirmou que logo depois da determinação da Justiça que liberou para a emprsa R$ 4,2 milhões da prefeitura que já estavam bloqueados, ele foi pessoalmente até a sede da empresa para acompanhar a volta da coleta.
“Saíram 10 caminhões e fizeram coleta precária em algumas vias da cidade”, disse o prefeito. Ainda segundo Bernal, o Ministério Público Estadual (MPE) já foi acionado para a que a situação seja resolvida.
Sobre os valores pagos à empresa e motivo de questionamento de muitos leitores do Portal Correio do Estado, o prefeito voltou a afirmar que já foram pagos R$ 230 milhões ao consórcio e que a empresa possui capital social superior aos R$ 58 milhões.
“E ainda dizem que não tem condição de pagar sequer a luz de espaço onde funcionários ficam. É uma questão intrigante que é um caso de polícia”, disparou Bernal.
Quando questionado sobre a continuidade do contrato existente com a empresa, o prefeito descartou quebra de contrato e disse que a prefeitura agirá conforme determina a lei, mas “não deixará de tomar providências necessárias”.
Na tarde desta quinta-feira está marcada uma audiência entre a direção da empresa e a prefeitura na 1ª Vara de Recursos Públicos do Tribunal de Justiça.