As 87 obras paradas de Campo Grande, cujas construções começaram há três anos – em 2012 –, não estão apenas sem trabalhadores para continuá-las, mas literalmente abandonadas. O Correio do Estado percorreu algumas delas ontem e viu de perto os danos e prejuízos que construções iniciadas, mas que não foram concluídas, causam à população. Além do próprio descaso com o bem público, tais locais também servem de reduto para bandidos e usuários de drogas, levando insegurança a quem mora perto desses prédios.
Tais espaços também estão bastante destruídos, como o prédio onde deve ser erguida a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Santa Mônica, cujo teto quase desabou e de onde vários tijolos e outros materiais usados na construção já foram roubados. E mais: o vandalismo também impera, com pichações em grande parte da obra.
Entre as mais de 80 construções paradas, estão Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Educação Infantil (Ceinfs), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e outros, largados à deriva de quem quiser entrar e fazer do local público o que bem entender.
(*) A reportagem, de Valquíria Orique, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.