A investigação de nove vereadores alvo da Operação Coffee Break, por suposta compra de votos na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), não tem prazo para terminar na Câmara Municipal de Campo Grande. Mesmo com defesa prévia entregue pelos envolvidos, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar pretende confrontá-la com dados encaminhados pela Justiça e não descarta ouvir testemunhas.
Na lista dos investigados estão incluídos o presidente afastado da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldecy Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB) e Jamal Salém (PR). Todos negam ter adquirido qualquer tipo de vantagem para cassar o mandato de Bernal, em março de 2014.
Conforme o presidente da comissão, João Rocha (PSDB), os nove vereadores entregaram sua defesa no último dos 10 dias de prazo. O término da análise, neste caso, não poderia ser estimado
porque “está sujeito ao acontecimento de fatos novos e do grande volume de documentos”. Ele não descarta requerer dados da quebra de sigilo bancário e telefônico interceptados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Reunião, na quarta-feira (28), pretende definir os próximos passos da comissão que tem por relator o vereador Ayrton Araújo (PT). Será ele o responsável, junto com um procurador jurídico concursado, definir em relatório final as punições a serem aplicadas aos colegas do Legislativo.
O Código de Ética, por exemplo, prevê censuras verbais, escritas, suspensão temporária de até 30 dias sem remuneração, afastamento por até 120 dias – com corte de salário somente em caso de transgressão grave ou reincidência –, além de perda de mandato.