Com o retorno do prefeito Alcides Bernal (PP), por liminar há 60 dias, os vereadores dizem ter ressurgido “picuinhas e abandono” de Campo Grande. Isso porque além do lixo e buracos, a escuridão toma conta das ruas.
Bernal promove, nesta terça-feira (27), prestação de contas na Escola de Governo. A intenção é tentar reverter as críticas a administração e provar que projetos estão em vigor.
Em relação estremecida por “picuinhas e abandono”, conforme Chiquinho Telles (PSD), pouco se avançou no sentido de pacificar a tensão existente entre Executivo e Legislativo. A isso ainda são somadas as crises pontuais e velhas conhecidas da paralisação do serviço de limpeza, coleta de lixo e as insuficientes equipes para tapar os buracos da cidade.
Ayrton Araújo (PT), por sua vez, esclarece que soltar fogos de artifício por operação tapa-buraco somente exemplifica que o “arroz com feijão” só tem planejamento pontual e limitado. O petista relembra ainda que a escuridão nas ruas e avenidas reforça o sentido de “indicações de melhoria não terem valido nada” para Bernal.
Ironizando com trecho de música de Chitãozinho e Xororó, Carla Stephanini (PMDB) disse que os últimos 60 dias “não são apaixonados” e evidenciam uma pseudo pacificação que se restringe a discursos.
“Desde 2013, Campo Grande andou para trás e quem quer que seja o prefeito, do Partido Progressista, não está dando conta do tamanho das necessidades [do município]. Faltam técnicos, a conclusão de obras iniciadas e das paradas. Nos ressentimos que ao final de quatro anos se fique como iniciamos: estagnados”, declarou a peemedebista.