O Dia dos Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), é marcado por sepultamentos, saudades e revolta, no Cemitério São Sebastião, mais conhecido como Cruzeiro, que fica na Avenida Coronel Antonino, em Campo Grande - um dos visitados por equipe de reportagem do Portal Correio do Estado, nesta manhã.
Por lá, a movimentação é intensa. Entre as dezenas de pessoas, os irmãos Cristovão Souza de Jesus e Adelson Souza de Jesus, 35 anos, sentem a dor de perder recentemente um familiar. Estão no cemitério não para fazer visita e sim para enterrar outro irmão que morreu ontem (1), aos 47 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos.
Já a aposentada Eunice Furtado, 75 anos, foi visitar túmulos da sogra, sobrinha e cunhada. “Venho todos os anos. Acho importante fazer oração e enfeitar onde estarão para sempre pessoas queridas”, afirmou.
A viúva Fátima Guimarães, 54 anos, disse que visita o túmulo do marido todos os meses, desde dezembro, quando ele faleceu devido a infarto.
REVOLTA
Entre dor pela morte de familiares e saudades dos que já partiram para outro plano espiritual, sentimento de revolta também marcou este Dia de Finados. Maria Nilza, 52 anos, foi surpreendida com a capela onde os pais estão sepultados, e que havia renovado a pintura há uma semana, toda pichada.
“Por ser público acredito que a administração não faça nada. O jeito vai ser eu pagar e pintar novamente”, reclamou.
Segundo estimativa da Prefeitura da Capital, são esperados no três cemitérios públicos da cidade, pelo menos, 80 mil visitantes neste dia dedicado aos mortos.