Faltando pouco tempo para o início da sessão que pode cassar o mandato do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP), o clima é de indefinição entre os vereadores. A reportagem apurou que o relatório da Comissão Processante pede o arquivamento da denúncia feita pelos vereadores Thais Helena (PT), Marcos Alex (PT) e Luiza Ribeiro (PPS) sobre envolvimento de Olarte em esquema de agiotagem.
A expectativa é que a sessão comece por volta do meio-dia e o que causa indefinição entre os vereadores é o fato de a denúncia e o início da apuração terem ocorrido quando Olarte ainda era prefeito.
A procuradoria jurídica da Casa entende que o objeto se perdeu e o processo deveria ser arquivado. Uma das autoras da denúncia, Thais Helena, afirma que tentará suspender a votação para evitar arquivamento do processo. "Como autora não quero que seja arquivado", disse.
A Comissão Processante tem como presidente o vereador João Rocha (PSDB) e Paulo Siufi como relator, este será responsável pela leitura de todo o relatório, depois da leitura, o advogado de Olarte, Jail Azambuja, terá 10 minutos para defesa e depois cada vereador fará suas considerações.
Em razão dos vereadores que fizeram a denúncia não votarem, os suplentes Roberto Durães (PT), Elvio Santos (PT) e Aldo Donizete (PPS), que atualmente é comissionado da prefeitura, votarão junto dos outros vereadores pela cassação ou não de Olarte.
De acordo com o vereador Edil Albuquerque (PMDB), o arquivamento tem de ocorrer porque "ninguém cassa quem já está afastado". Ele afirmou que deve seguir o parecer do relator da Processante.