A diretoria da escola privada Paulo Freire, denunciada ao Ministério Público por uma mãe que diz ter tido a matrícula do filho autista, de 6 anos, recusada pela instituição, rebate as acusações da administradora Naína Dibo, de 33 anos. A diretora Adelina Spengler, que há 32 anos administra a escola, afirma que entrará na Justiça contra a mãe por difamações supostamente feitas.
A história de Naína e o filho aconteceu no fim do ano passado, mas só veio à tona neste mês depois que a mãe procurou as redes sociais para desabafar. Ela também entrou com ação no Ministério Público.
A administradora contou à reportagem e a vários outros veículos de comunicação que a matrícula do filho, que estudou por 4 anos na escola, foi recusada no fim do ano passado. A mãe queria que a criança fosse matriculada no 1º ano do Ensino Fundamental como as outras crianças, mas a escola teria se recusado. Confira os relatos da mãe na matéria publicada ontem.
Nesta sexta-feira (27), a diretora Adelina procurou a reportagem e rebateu as informações repassadas pela mãe. Segundo ela, a escola nunca negou a matrícula para a criança, mas orientou a mãe de que não seria o momento para que o estudante saísse da educação infantil e começasse o ensino fundamental.
“Além do autismo, ele tem um pequeno retardo mental e nós orientamos a mãe de que não seria saudável para ele ir para o 1º ano. Ele estava tendo avanços e vínculos afetivos que são tão importantes. Apesar de ter 6 anos, o aluno tinha uma mentalidade de 4 anos e nós temos uma tutora para cuidar só dele”, afirma a diretora.
A mãe não aceitou a situação ocorrida no fim do ano passado, mas o aluno continuou estudando na escola; “Não fechamos as portas para ela, a escola está e sempre esteve de portas abertas para essa criança”, completa Adelina.
Depois que o caso veio à tona nesta semana, a escola procurou a mãe, que segundo a diretora não quis conversa, e também chamou todos os pais para uma reunião com objetivo de esclarecer a situação.
“Muitos pais também estão revoltados porque todos nós acolhemos essa criança e a mãe fez esse estardalhaço na mídia. Nós iremos entrar com ação e recorrer de tudo isso, é um trabalho de 38 anos construído de tijolo por tijolo que não pode ser manchado assim”, desabafa a diretora.