Depois de denúncias feitas por policiais civis que trabalham no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande sobre falta de equipamentos para o trabalho de perícia, um novo problema pode causar sérias consequências no trabalho dos peritos. O prédio do Imol está funcionando sem licença ambiental e documentação precisa se entregue à prefeitura para que os trabalhos não sejam suspensos.
Inquérito civil aberto recentemente pelo Ministério Público Estadual (MPE) e divulgado nesta sexta-feira (11) revela que o órgão está apurando a operação do Imol “por estar operando atividade potencialmente poluidora sem licença ou autorização ambiental válida”.
Apesar de o Imol estar subordinado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) do Estado, o órgão responsável pela emissão da autorização ambiental e, consequentemente, o funcionamento é a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur).
Conforme a secretaria, técnicos do órgão fiscalizaram o prédio a pedido do MPE e o local já foi notificado para providenciar documentação necessária. Atualmente, o Imol funciona sem a licença, no entanto, os motivos que levaram a Semadur a notificar o Imol não foram revelados.
As datas da vistoria e da notificação não foram divulgadas pela Semadur. A reportagem tentou contato com a direção do Imol, mas nenhuma ligação foi atendida.
PROBLEMAS
Nesta semana, denúncias de funcionários do Imol sobre falta de equipamentos que fazem leitura e identificações de digitais chegaram até a reportagem. A informação era de que os procedimentos eram feitos uma vez por mês em equipamento emprestado pela Polícia Federal, o que ocasionava atraso nas identificações.
Questionado sobre a situação, no início da semana, o titular da Sejusp, Silvio Maluf negou qualquer problema envolvendo falta de equipamentos ou atraso de exames. “É tudo mentira”, disse o secretário.