Depois de pressão, dois secretários de Alcides Bernal (PP) estiveram na Câmara, na manhã desta quarta-feira (16), para responder a questionamentos dos vereadores sobre falta de pagamento de salário a servidores comissionados da gestão Gilmar Olarte (PP) e que foram exonerados assim que Bernal voltou à prefeitura, em agosto passado.
Durante a sabatina, os vereadores foram pressionados a apresentar os números atuais sobre quantidade de comissionados empregados por Bernal. Ricardo Ballock, da secretaria de administração e Disney Fernandes, das Finanças, não apresentaram nenhum número atual.
Os dois secretários foram convocados pelos vereadores a participar de audiência pública, que também tratou do aumento abusivo do IPTU.
De acordo com os dados apresentados pelos secretários, 595 comissionados que foram demitidos por Bernal ainda não receberam os salários. Os valores somariam algo em torno de R$ 3 milhões.
Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, Carla Stephanini (PMDB) afirmou que a prefeitura tem de informar quantos comissionais existem atualmente na administração. Para o vereador Paulo Siufi (PMDB), a impressão é que a prefeitura “tem medo” em apresentar os números.
Em resposta, Ballock afirmou que a prefeitura priorizou quitar outros débitos. “Sabemos que muitas nomeações não existiam cargos. Entendemos que o servidor não sabiam que o ato era irregular”, disse.
Um dos comissionados demitidos por Bernal e que aguarda o salário é o ex-coordenador de urgência da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), Frederico Garlipp, segundo ele, as justificativas de Bernal sobre comissionados fantasmas não convence.
“Não fui funcionário do Gilmar Olarte, mas nomeado da prefeitura por questões técnicas. Quero que a prefeitura prove que fui fantasma, atendendo oficial de Justiça às 3 horas”, conta o médico.