Na última sessão do ano, nesta terça-feira (22), foi definida como chapa de consenso a nova mesa diretora da Câmara Municipal. Foram três trocas no lugar dos vereadores que perderam o mandato por decisão da Justiça.
A nova composição ficou definida assim: João Rocha (PSDB), presidente; Flávio César (PTdoB), 1º vice; Ayrton Araújo (PT), 2º vice; Chiquinho Telles (PSD), 3º vice; Carlos Augusto Borges (PSB), 1 secretário; Vanderlei Cabeludo (PMDB), 2º secretário e Waldecy Chocolate (PP), 3º secretário.
Não houve disputa para a nova composição que teve de ser montada depois da saída dos vereadores Thais Helena (PT), Delei Pinheiro (PSD) e Paulo Pedra (PDT).
De acordo com o novo presidente, a mesa ficará dessa forma até o fim da legislatura, no ano que vem.
Apesar de hoje ser a última sessão do ano, até o próximo dia 30 de dezembro a Câmara deve fechar o balanço contábil e encaminhar para a prefeitura o duodécimo, o repasse que a Casa de Leis devolve ao Executivo no fim de cada ano.
“Vamos fechar o ano com o balanço e o que tiver que ser devolvido, vai ser. Vamos entregar um cheque para que o prefeito aplique muito bem o recurso”, disse Rocha sem detalhar valores.
ÚLTIMA SESSÃO
Sem a disputa pela mesa, as turbulências dessa última sessão devem ficar por conta de uma votação polêmica e da declaração de um ex-assessor de Alcides Bernal sobre as investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
A votação é sobre manobra feita pelo prefeito Bernal para que fosse possível a liberação de empréstimo de 56 milhões de dólares junto ao Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) para o Reviva Centro. Muitos vereadores acharam a manobra de Bernal ilegal, mas a situação deve ser aprovada.
A declaração polêmica será do ex-assessor de gabinete de Bernal, Carlinhos Pereira, que acusa o seu ex-chefe de usá-lo para apresentar ao Ministério Público Estadual (MPE) um pedido de providências “manipulado” e “maquiado” pelo prefeito com objetivo de retomar o cargo. E conseguiu.
O relatório final do Gaeco, baseando-se em depoimento do vereador cassado Paulo Pedra (PDT) e da aliada de primeira hora de Bernal, vereadora Luiza Ribeiro (PPS), foi considerado pífio pelos advogados dos indiciados. O Gaeco incriminou até político que nem sequer foi chamado para depor, como é o caso do ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PTB).