O esquema de prevenção de acidentes em um balneário segue regras rígidas e sem o programa de gestão de situação de risco não é possível obter alvará de funcionamento das autoridades. A informação foi repassada pelo gestor do Balneário Nascente Azul, que fica em Bonito, cidade turística que fica a 245 quilômetros de Campo Grande.
Essa questão tornou-se latente neste final de semana, depois que um menino de três anos foi mordido por um tambacu no domingo (20) e teve o rompimento dos tendões e quase perdeu o dedo mínimo. Ele precisou passar por cirurgia na Santa Casa de Bonito e o estado de saúde dele é bom.
Carlos Eduardo Trindade, 31, gestor do balneário onde ocorreu o incidente, explicou que o que aconteceu com a criança foi um caso esporádico. "Infelizmente houve esse fato", lamentou.
De acordo com ele, o Instituto Estadual de Meio Ambiente (IMASUL) só emite laudo de funcionamento se o empreendimento apresentar toda a documentação.
Em específico, o Balneário Nascente Azul possui 18 pessoas diretamente ligadas ao trabalho de atendimento a casos de emergência. Há também especialistas em salvamento aquático e veículo disponível para transporte de turistas que necessitem de atendimento.
"Temos cuidados com os mínimos detalhes. Adotamos praticamente todos os cuidados e seguimos um sistema de gestão de segurança", afirmou Trindade.
CASO DA CRIANÇA
O gerente do balneário entrou em contato com o Portal Correio do Estado para explicar que todos os procedimentos de primeiro socorro foram prestados à criança.
"Foi oferecido o nosso veículo, mas o pai achou que indo com o próprio carro seria mais rápido. Um funcionário do balneário foi junto para prestar toda a ajuda. Entramos em contato com o secretário municipal para também informar o caso e solicitar apoio", explicou.
INCIDENTE
Menino, de três anos, teve rompimento dos tendões e quase perdeu o dedo mínimo, depois de ser mordido por um tambacu - peixe originado da cruza da fêmea do tambaqui com o macho do pacu -, no último domingo (20), no Balneário Nascente Azul, em Bonito. A criança recebeu os primeiros atendimentos no município, mas precisou ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande, onde foi submetida a cirurgia.
Segundo a mãe, a bancária Cristina Iung de Carvalho Campos, 32 anos, o menino foi operado às 20h de segunda-feira (21) para a ligação do tendão e recebeu alta nesta quarta-feira (23). O garoto brincava na água quando foi mordido pelo peixe.