Estudada pela prefeitura e pelo Exército desde o mês passado, a parceria para que militares atuem no tapa-buraco e reestruturação de ruas de Campo Grande teve uma nova etapa ontem (29). O Comando Militar do Oeste (CMO) apresentou à prefeitura estudo que prevê investimentos em R$ 19,5 milhões para que a parceria saia do papel.
Dois coronéis do CMO, José Roberto de Melo Queiroz e Marcelo Guedon, foram responsáveis por detalhar o projeto ao prefeito Alcides Bernal (PP) em encontro às portas fechadas na prefeitura.
No estudo, consta que as ruas que podem ser restruturadas pelo Exército são a Bandeirantes, Marechal Deodoro, Brilhante e Guia Lopes. O Exército faria a drenagem, reestruturação e a sinalização semafórica das vias.
Cada quilômetro recuperado pelos militares custaria R$ 1,6 milhão aos cofres públicos. Segundo o CMO, já houve autorização do comandante para que a parceria seja firmada, no entanto, ainda falta sinal positivo de Brasília.
Se tudo sair do papel e a prefeitura desembolsar os R$ 19,5 milhões, o Exército afirma que a estrutura ficará no canteiro central da Avenida Duque de Caxias e que o CMO precisaria fazer licitação para compra da lama asfáltica necessária para o recapeamento das vias.
Todo o trabalho e a restruturação das vias poderá ser finalizado em 468 dias, segundo o CMO. Conforme a prefeitura, Alcides Bernal vai tentar liberação de recursos em Brasília, com a Caixa Econômica Federal, para que a parceria seja firmada.