Cercado em seu gabinete por três imagens de Nossa Senhora Aparecida, uma de Nossa Senhora Desatadora dos Nós e uma de São José, o governador Luiz Fernando Pezão participou este ano de várias romarias, incluindo a de Aparecida, e até retirou do Palácio Guanabara um quadro que tinha fama de causar mau agouro. Paralelamente, cortou R$ 1,6 bilhão em gastos.
Ainda assim, para fechar o caixa de 2015, precisa de R$ 2,8 bilhões. E, como santo de casa não faz milagre, já decidiu aumentar o ICMS. Agora, afia a tesoura dos gastos para cortar mais R$ 1,5 bilhão entre custeio e pessoal terceirizado, fatia maior do que o orçamento da Polícia Civil em 2015 (R$ 1,4 bilhão).
Nos próximos dias, o governo deve anunciar medidas para apertar o cinto, como a extinção de 20 empresas e autarquias, a redução de contratos com Organizações Sociais (OS) e o corte de carros e celulares de seus secretários e assessores. Em entrevista ao GLOBO na manhã de quarta-feira, no Palácio Guanabara, Pezão falou sobre suas estratégias para enfrentar a crise que chegou a paralisar o funcionamento de hospitais e UPAs.