“Prédio prestes a ser entregue”. Foi desse forma que o governo do Estado classificou as obras do que viria a ser primeira promessa de nova rodoviária de Campo Grande, na edição do dia 25 de novembro de 1994, do Correio do Estado.
Mais de 20 anos se passaram, o conceito mudou para um Centro de Belas Artes, mas de fato o espaço, localizado na avenida Ernesto Geisel, no bairro Cabreúva, permaneceu praticamente da mesma forma. A diferença é que agora não há nem mesmo prazo para inauguração.
A dimensão da obra faz jus ao apelido que ganhou com o passar dos anos. O “elefante branco” de 11 mil metros quadrados foi capaz de intimidar cinco gestões públicas, três estaduais e duas municipais. Se tornou um verdadeiro monumento à incapacidade.
INÍCIO
O projeto da nova rodoviária da cidade foi aprovado e a construção começou durante a gestão do ex-governador Pedro Pedrossian, em 1991. Três anos depois, em 1994, último da gestão, o prédio foi inaugurado, ainda inacabado e apenas de forma simbólica.
A obra, ainda que incompleta, foi recebida com festa com direito até a almoço, oferecido aos taxistas que também seriam beneficiados pela ativação da rodoviária. Apesar disso, o espaço nunca chegou a ser usado.
(*) A reportagem, de Tainá Jara, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.