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Preocupação com clima é menor em países mais poluidores

82% dos brasileiros consideram o problema muito sério

Redação

11/01/2016 - 20h00
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Os cidadãos dos países com as maiores emissões de dióxido de carbono (CO2) no mundo são os que se preocupam menos com o aquecimento global, informa uma pesquisa da Ipsos divulgada nesta segunda-feira (11).

Segundo o levantamento, feito com 18.584 pessoas em 27 países, os menos preocupados com as mudanças climáticas são os russos. No país, 63% das pessoas consideram as mudanças climáticas sérias ou muito sérias.

No quinto maior poluidor do mundo, apenas um terço da população avalia o aquecimento global como muito sério. O percentual é similar ao dos EUA, maior poluidor, onde 34% têm a mesma posição, e na China, com 31%.

A Rússia, ao lado de Japão e Hungria, é o país em que há a menor crença de que seja possível reduzir emissões nos próximos dez anos, um dos acordos fechados na Conferência do Clima de Paris, em dezembro.

Nos países, 78% da população discorda que as metas climáticas serão cumpridas, seguidos por Polônia (74%), Arábia Saudita (73%) e Turquia (70%). Os Estados Unidos têm 61% de desconfiança no cumprimento do acordo.

Considerando todos os países pesquisados, o aquecimento global é encarado como uma coisa muito séria por 54% dos entrevistados. Quando questionados sobre o cumprimento das metas, 59% não acreditam que serão cumpridas.

LATINOS

A América Latina é a região onde há a maior preocupação com a elevação da temperatura do planeta Terra —89% dos colombianos, 84% dos chilenos e dos peruanos e 82% dos brasileiros consideram o problema muito sério.

Os latinos também são os mais otimistas no alcance das metas de redução. Do total, 38% dos colombianos, 41% dos argentinos e mexicanos e 42% dos chilenos acreditam no cumprimento dos limites determinados na COP21.

Na conferência de dezembro, os países estabeleceram como teto para o aquecimento global "bem menos" de 2°C, na direção de 1,5°C. Também indica como piso o valor de US$ 100 bilhões para ajuda dos países ricos aos mais pobres.

As metas nacionais de redução de poluentes deverão ser revisadas de cinco em cinco anos. Por outro lado, não transforma em obrigatório e verificável o cumprimento das promessas de cada país de cortar emissões de carbono.

É o primeiro pacto sobre clima desde o Protocolo de Kyoto (1997) e o primeiro a ter um compromisso geral com a redução de emissões de gases do efeito estufa. O acordo valerá a partir de 2020.

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