Rafael Silvestre da Cruz, 35 anos, e Hernandes Dias da Silva, 21, morreram em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPChoque), na madruga desta quinta-feira (14), na casa onde estavam escondidos na Rua Lino Bo Bardi, no Bairro Vida Nova, em Campo Grande. Segundo a polícia, os dois recém haviam assaltado uma tabacaria, localizada no Bairro Nova Lima. Na ação, levaram o carro de modelo Gol, telefones celulares, dinheiro e outros pertences do casal de proprietários.
De acordo com informações do subcomandante do Choque, major Marcos Pollet, a dupla foi encontrada depois de Cleberson de Souza Silva, 19 anos, ser flagrado ''passeando'' com o Gol roubado, no Bairro Noroeste. Ao receber ordem para parar, fugiu. Houve perseguição e Cleverson se entregou depois de policiais atirarem no pneu de trás do carro.
O rapaz admitiu que sabia da procedência do automóvel e havia pegado emprestado com Rafael e Hernandes para ''dar rolê”. Ele indicou o endereço onde os assaltantes estavam, e, no imóvel, no Vida Nova, houve troca de tiros que acabou com Hernandes e Rafael mortos.
Conforme o major Pollet, policiais se identificaram ainda do lado de fora e, ao perceberem movimentação suspeita dentro do imóvel, decidiram invadir. Hernandes os recebeu com quatro tiros. Policiais revidaram e o acertaram no abdômen. Rafael estava escondido em um quarto e quando militares se aproximaram ele também atirou e acabou baleado também na região da barriga.
Ambos foram levados para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Nova Bahia e, por causa da gravidade, transferidos para a Santa Casa, onde morreram. Duas armas, sendo uma pistola calibre 22 e revólver calibre 38, foram apreendidas.
Sobre o episódio, o major foi enfático. “Nosso objetivo não é matar. Reagimos porque atiraram em nós. O desfecho depende do comportamento do criminoso”, garantiu Pollet.